13.1.18

Vade-mécum

«É o café mais forte que tem?» pergunto eu a Dona Aureliana. «É sim doutor, mais forte não conheço» responde ela, com aquela fala lá dela que atravessou o equador. Se a Dona não conhece é porque não há. É sábado de manhã cedo, dia e hora inabituais para aqui estar. É o café que me traz o sol matinal ainda oculto. «Vai tudo correr bem» diz a Dona. Se ela diz, é porque vai tudo correr bem. Em cafés e em assuntos da vida, a Dona não é apenas perita, é um autêntico vade-mécum.