6.6.15

Caderno Diário

Ao sétimo dia descansou. Depois de uma semana em que tentou criar os céus e a terra, as coisas visíveis e invisíveis, as macieiras e as serpentes, ao som de arias schubertianas e de cantos de ortodoxias milenares — o pássaro calou-se. E eu dormi, dormi por seis dias de sonos cerceados ainda em tenra madrugada, o sono dos justos, ou do justo em que amanheci, finalmente. E, também eu, ao sétimo dia, descobri que isso de dormir: é bom.