23.10.13

Blogue ou Blog? O júri é soberano

Jorn Barger, o criador do termo weblog

O botão no canto superior esquerdo do ecrã mostra-me a opção: [Ver blogue].
Blogue? E isso que quer dizer?
É certo que tenho usado a palavra liberalmente por aqui: blogue, até parece bem, soa a português. Tão bem como o nome daquele clube que joga em Alvalade, o Sportingue. Ah, não é Sportingue? Pois...
A palavra blog foi escrita pela primeira vez em 1999, pela mão de Peter Merholz, a partir do termo weblog, contracção de web e log (registo na web), criada dois anos antes por Jorn Barger. Weblog estava mesmo a pedir que o partissem novamente ao meio e Merholz fez-lhe a vontade, ao escrever we blog no seu espaço na web. O we desapareceu depressa, ficando simplesmente blog. Que é uma bela palavra, curta e genuína, de que descobri que gosto mais do que de blogue. Daqui para a frente, se os estimados leitores não se opuserem, volto a usar blog. Quando Sporting se escrever Sportingue, pensarei em rever a minha posição.

22.10.13

O genérico pode ser mais intenso que o concreto

Dije antes que hay una multitud de rastros matemáticos en la obra de Borges. Esto es cierto, pero aun si no hubiera ninguno, aun en los textos que nada tienen que ver con la matemática, hay algo, un elemento de estilo en la escritura, que es particularmente grato a la estética matemática. Creo que la clave de ese elemento está expresada, inadvertidamente, en este pasaje extraordinario de Historia de la Eternidad: "No quiero despedirme del platonismo (que parece glacial) sin comunicar esta observación, con esperanza de que la prosigan y justifiquen: lo genérico puede ser más intenso que lo concreto. Casos ilustrativos no faltan. De chico, veraneando en el norte de la provincia, la llanura redonda y los hombres que mateaban en la cocina me interesaron, pero mi felicidad fue terrible cuando supe que ese redondel era 'pampa' y esos varones 'gauchos'. Lo genérico... prima sobre los rasgos individuales."


Lucila Pagliai, citada em Borges e y la matemática, de Guillermo Martínez

13.10.13

Klee e Mondrian

Paul Klee, Insula Dulcamara, 1938

Piet Mondrian, Place de la Concorde, 1938-43

En el fondo Klee es historia y Mondrian atemporalidad.
Julio Cortázar, Rayuela